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| A criatividade deste povo não se restringe apenas à época em que vivemos, pois os vestígios do passado que existem na região provam que, desde os primórdios, esta população criou os seus próprios utensílios, fazendo, deste modo, a sua história. Percorrendo a freguesia de lés a lés, encontram-se ruínas dispersas por montes e vales, mostrando a riqueza cultural de um povo, que desde sempre se destacou pela sua originalidade. Alguns exemplos mais flagrantes são a Rocha da Moura, a Antas da Masmorra, a das Pedras Altas, a Fonte Férrea, os Moinhos de Vento e as Casas Circulares. |
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| Santo Estevão foi um dos sete primeiros Diáconos, nomeados e ordenados pelos Apóstolos. Este fazia prodígios e grandes sinais entre o povo, levando este a não resistir à sabedoria e ao espírito com que ele falava. Santo Estevão morreu apedrejado pelo povo, dizendo, "Senhor, recebe o meu espírito", "Senhor, não lhes contes este pecado". O dia deste Santo é a 26 de Dezembro. No entanto, devido a uma promessa feita pela população motivada pela ameaça de uma praga de gafanhotos que se aproximava da região, no segundo Domingo de Setembro, celebra-se uma festa como agradecimento ao padroeiro. |
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| Segundo dados históricos, sabe-se que a Paróquia de Santo Estevão de Cachopo já existia no ano de 1535, embora a sua construção ainda não estivesse concluída. Antigamente, era composta por cinco altares (tendo o altar a invocação de Santo Estevão, nosso padroeiro), duas naves e sete confrarias. Devido ao estado de degração da igreja, esta foi reconstruída na década de 50, desaparecendo o seu aspecto arquitectónico e a sua valiosa talha dourada. |
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Localizadas a cerca de 1 Km do sítio da Mealha, estes túmulos que datam, provavelmente do 4º e 3º milénio a.C., são formadas por uma câmara de grandes pedras (anta ou dólmen) coberta em tempos passados por um monte de terra e pedra (mamoa). Deduz-se que eram utilizadas como sepulturas colectivas das pequenas comunidades sedentárias ou semi-sedentárias e que exerciam funções de âmbito religioso-social.
A “Anta das Pedras Altas” situa-se a cerca de 400 metros de distância da Mealha, localizada no topo de um serro onde é necessário ir a pé na parte final do caminho.
A “Anta da Masmorra” situa-se antes de chegar à Mealha, na direcção de Alcarias de Pedro Guerreiro, continuando até aos Moinhos de Vento da Masmorra. |
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As pequenas povoações da freguesia de Cachopo concentram-se em vales ou descem as encostas em socalcos. Não são montes de latifúndios, nem montes de lavradores. Não há ostentação de riqueza nem sinais de diferenciação.
De grande beleza é também o efeito produzido pelo contraste entre o branco ofuscante das paredes caiadas e a cor natural da pedra.
Em termos arquitectónicos as habitações de Cachopo são compostas de um só andar, de paredes construídas em xisto e pintadas com cal branca, nalguns casos surgem outras cores ou barras decorativas coloridas em redor das portas e janelas.
O telhado de duas águas é feito com traves de madeira, sobre os quais é disposto um forro de canas e sobre estas apoiadas as telhas.
Muitas das habitações da freguesia possuem lareiras ou fornos.
As chaminés características desta região, apresentam uma diversidade de formas, cores e decorações. |
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| Conhecidas vulgarmente por palheiros, são edificações de pedra e com telhados de palha. Estas edificações de origem Pré-Histórica, servem para os agricultores guardarem a alimentação dos seus animais. Podem ser visitadas no sítio da Mealha. |
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| Construções típicas em que se aproveita a energia do vento para moer cereais (actualmente poucos há com essa função, pois, ou estão em ruínas ou convertidos em habitações). |
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| Os gostos mudaram e por isso a Fonte Férrea deixou de ser local de lazer para os algarvios abastados fartos de viver à beira mar, que a procuravam pelas suas águas férreas em casos de anemia, escrofulismo e dismenorreia. É hoje um espaço agradável de visitar, possuindo uma piscina e espaço reservado a mesas para piquenique. À sua volta podemos observar sobreiros, palmeiras, oliveiras e vegetação silvestre. |
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